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terça-feira, 29 de julho de 2014

"Alma do Violoncelo | Necessidade de Ajustes por Luthier"



Prezados Celistas.

Este post, consolida a nossa ideia de que, ao adquirir um instrumento, é necessário leva-lo ao luthier para ajustes básicos. 

Esse post foi elaborado por uma amigo do blog, Rui Mauricio. Na região onde ele mora, não há luthier, na verdade ele é o luthier, assim, ele está adquirindo as ferramentas necessárias, estudando e ajustando os instrumento de seus alunos/amigos. 

Além dos comentário sobre o som, as fotos mostram à posição da alma. Algo realmente que pode prejudicar o som do nosso instrumento. Infelizmente, alguns - se não todos - instrumentos vem assim de fabrica necessitando de uma revisão por um luthier, algo que não é possível em alguns caso. Segue a post.:

terça-feira, 25 de setembro de 2012

"Ajustes Básicos (p.2) | Técnico de Instrumento"


Prezados,


A postagem desse dia é devido a um contato que tive de um iniciante de violoncelo. Ele veio de outro Estado até Sampa, na Teodoro Sampaio, visando comprar o seu tão e esperado instrumento e posterior fazer uns ajustes e retornar a sua cidade com o instrumento apto a ser tocado.



No caso dele, não tinha o que fazer, estava correndo contra o tempo, pois precisava regular o seu instrumento em Sampa, pois onde ele mora não tem luthier, não tem lojas de música. Queria sair com o instrumento devidamente regulado.


Ele me contou que o luthier que ele levou o seu instrumento deu as seguintes informações: (acredito que era luthier de Guitarra e afins – nada contra)

- para que trocar as cordas ? as cordas são novas!!!!

Resposta nossa: As cordas que vem em violino, viola, violoncelo, são de péssima qualidade. Elas vêm sem a tensão correta, são mais moles, têm o som muito metálico. Não sendo chato, mas as cordas não são legais mesmo. Claro que para um profissional as cordas Mauro Calixto, que são ótimas para mim, podem ser péssimas para ele, (ou não) mas as que vêm no instrumento, na máxima humildade, não são legais.
As cordas que vem em guitarras e violões tendem a ter melhor qualidade, até por conta do próprio mercado que é mais “aquecido”. Existem violões de Nylon que vem de fabrica com cordas muito boas, guitarras também. Mas mesmo assim por elas estarem paradas ou já terem sido muito trocadas, pode estar sem o timbre original. Nada como encordoamento novo.

- para que ajustar as cravelhas ? são novas ?

Resposta nossa: As cravelhas ficam em atrito, madeira com madeira, o que pode grudar de mais (por estar parado há dias) ou estar lisa de mais (por nunca ter sido afinado), ou ficar dura em um lado e lisa em outro. Isso poderá dificultar o músico inicial em sua afinação, tocabalibidade, entre outras coisas. O luthier irá afinar a cravelha (apontar como se aponta um lápis novo), colocando a corda no local correto (talvez fazer um novo furo) e passar um produto para ajudar no atrito entre as madeiras. Legal, isso irá ajudar na hora de afinar. Diferente das tarraxas de violão, guitarra, que são muito boas na precisão da afinação. Lembre-se, ajustar as cravelhas não é luxo, é necessidade, ainda mais para cello. Não que seja impossível, é possível sim, mas se estiver bem regulada ajuda na hora de afinar e segurar a afinação.

- pestana, para que ajustar ? são novas ?

Resposta nossa: Sim. A pestana é pequena, barata, simples, mas pode deixar com uma dor nos dedos, de novo, ainda mais no cello. Melhor que o Luihier faça uma revisão para deixa-la regulada e não estourar seus dedos e as cordas. Junto com a regulação das cravelhas e pestana, as cordas iram passar pelo caminho correto. Em Instrumento de série, esses acabamentos são deixados para o usuário final. É possível sim tocar sem regular. Mas faça uma regulagem assim que possível.

- Cavalete é novo, para que trocar ?

Resposta nossa: O principal condutor do som, das vibrações sonoras, até o tampo do instrumento, é feito pelo Cavalete. Ele é o único e exclusivo responsável (o cara é importante) pela transferência do som ao “corpo do instrumento”.  Um bom cavalete, portanto, irá conduzir o som até ao tampo, fazendo com que este receba mais som. Consequentemente, o som do Cello será mais alto e melhor.

- trocar a alma que nada.... é nova:

Resposta nossa: hum. A alma é o principal condutor das vibrações do tampo para o fundo. Portanto, sem a alma, o timbre do instrumento ficará igual ao de um violão. A alma ainda é a “coluna” do instrumento para que o tampo não quebre por conta da pressão das cordas. A alma, ainda, é responsável pelo peso que as cordas terão no instrumento. Muito importante essa peça estar ajustada.


"Conforme explicado pelo M. Andrade, leitor do blog: A vibração é uma resposta física do corpo a um estímulo. Essa resposta tem sua frequência, mas a frequência em si não é transmitida, e sim a vibração constituída por frequência (altura da nota), amplitude (volume da nota) e fase (mistura de notas, caso o cello ainda esteja vibrando de outra nota quando você o estimular com uma nova!!)"

Talvez não tenha sido má fé dele, o luthier, talvez falta de conhecimento desses instrumentos de arco. Normal, se pedir para um luthier de cello mexer em guitarra, ele vai fazer merda, se não tiver conhecimento técnico. Cada um tem a sua especialidade e se capacitou para aquilo que estudou, aprendeu, ou ganhou de graça do Todo Poderoso.

No caso do nosso amigo, ele teria muita dificuldade para retornar em Sampa para regular o seu instrumento, por isso precisava mesmo fazer rapidamente. E não poderia levar o cello para fazer daqui uns meses.

Cello é um instrumento cheio de “frescuras” quem toca sabe, e merece sim uns ajustes básicos para iniciar os estudos, ou depois de uns meses de estudos. Sim, é caro e temos pouca grana, mas se nos abstiver-nos de algumas coisas, fazermos uns bicos, podemos. Quem sabe sobra uma grana para isso.

Claro, o mais importante é ter o instrumento, mesmo que desregulado, com cordas ruins, com ajustes tortos, com som ruim, feito de compensado ou de qualquer outro elemento da terra. O mais importante é ter o instrumento e ter alegria em tocar ou estudar. A alegria não se compra, não se ajusta. Não se compra o prazer de tocar, de aprender, de querer buscar e melhor. Isso o dinheiro não é capaz de nos fornecer. Por isso, toquemos e estudemos com alegria, seja qual for nosso instrumento, se possível, regulado.

Fiquem à vontade para deixar comentários.
Daniel

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

"Espigão de Fibra de Carbono | Muito Bom"

Prezados,

Atualmente, existem alguns acessórios em fibra de carbono. Trata-de de material leve e resistente. Portanto, pode ser utilizado como espigão do nosso cello.

O meu espigão antigo, que era normal, de aço, quando estava tocando ele ficava vibrando de mais. Fazia um som que me incomodava muito. Era muito chato aquele som.

Até minha esposa tinha notado o bicho gritando dentro do meu cello. Em pesquisas, procurei espigão de madeira, mas encontrei o de fibra de carbono. Opa!!! uma opção.

Apesar do meu Luthier ter apertado para que ele não ficasse solto, mesmo assim tinha dias que ele vibrava de mais. 

Vejam como é:



Para minha felicidade, a sua colocação é muito simples. Basta apenas puxar que ele sai inteiro, e é apenas colocar o outro (tem que tirar as cordas do estandarte).   Isso você mesmo pode fazer. Esporadicamente a alma pode cair com esse processo. Mas isso não é regra. A regra é: quando as cordas forem totalmente desafinadas, a alma deve permanecer no lugar. 

A não ser que você tenha feito algum ajuste delicado com seu Luthier, para alcançar um timbre. Como foi o meu caso: pedi um timbre morno, quente, aveludado no máximo. Ele fez. e ficou. Mas quando as cordas foram soltas. Páaaa. a alma caiu. Mas, reitero, isso não é regra. Já desafinei o cello e a alma não caiu.

Legal, o som saiu... aquele som chato não me incomoda mais. 

Agora o som está até melhor. Acreditem, o som do meu cello melhorou com o espigão de fibra de carbono. 

Tinha sentido isso. Mas como tenho essa loucura de tudo melhora o som... fiquei na minha, mas, um "hermanito" me disse: "nossa! com esse espigão o seu cello melhorou o som". 
'
Sim, está mais gostoso tocar. Parece que o som fica mais tempo dentro do cello. Parece que o espigão de aço suga o som. Sei lá. Uma impressão. 

Do ponto de vista da estética, gostei também.

Ele é algumas gramas mais leve... isso é bom na hora de levar o cello nas costas.. ahã ? sim.

Todo caso, fica ai uma dica e caso escute um som de vibrações de aço, talvez não seja os micro afinadores ( o que pode ser se eles estiverem com folga).

É isso ai. Caso tenham espigão de fibra e tenha sentido essa diferença, ou de aço e sente que ele suga o som, deixem seu comentário.

Daniel

quinta-feira, 28 de junho de 2012

"Ajustes Básicos | Melhorar o Som"


Prezados,  o tema deste artigo, é muito falado quando se trata de violoncelo chinês. Eu por minha vez, vou deixar a minha opinião a respeito.

Quase todos os violoncelos que vem de fabrica, não vem com uma corda boa para se tocar. Isso, acredito, é por conta da busca por menor preço dos instrumentos para a venda.  
Neste assunto vou abrir um parênteses: Existir no comércio instrumentos com baixo nível de qualidade não é bom. Mas se olharmos pela perspectiva de que um violoncelo é muito caro. Esses violoncelos chineses dão espaço para muitos que tem vontade de tocar e não tem condições financeiras compra um para estudo. Portanto, abre uma porta para os músicos que querem estudar esse  lindíssimo instrumento, dando tempo para juntar uma grana para comprar um instrumento melhor no futuro.
Voltando ao assunto: Alguns violoncelos chineses custam por volta dos R$ 800,00. Existem cordas que custam R$ 900,00. Isso mesmo, cordas neste preço. Muito cara.

Logicamente, os fabricantes não colocam este nível de cordas em seus instrumentos. Colocam, portanto, cordas de menor qualidade, afim, como citado, baratear o produto final.

É neste sentido que o meu post irá deixar uma dica para nós, estudantes, loucos por um violoncelo que tenha um som lindo.

Quase todo instrumento que vem de fabrica, necessita de uns ajustes para melhorar a sua tocabilidade e o seu som. Mas um ajuste que deve ser feito, obrigatoriamente, é a troca de cordas.

Não precisa colocar uma do valor de R$ 900,00, importada, feita com os materiais de ponta, com alta tecnologia... Não, talvez não seja interessante fazer isso.

Mas o legal é que existe uma corda chamada Mauro Calixto, que custa em média R$ 70,00. Brasileira. Sim está corda é boa, melhor que qualquer nacional, melhor que qualquer corda neste preço. Pode comprar sem medo de ser feliz.

Nunca fique com as cordas de fabrica. Digo, não fique. Mas, meu amigo, se não tiver grana no momento para colocar as Mauro Calixto. Use as suas mesmo sem medo de ser feliz. Toque nelas até conseguir uma grana para trocá-las, ou quando elas arrebentá-las.

Primeiro ajuste caseiro é trocar as cordas. Muito cuidado para não quebrar na hora de afinar. Se não tiver chegando na altura, talvez já esteja muito alto. Afine com cuidado. 

Mas se tiver grana aconselho levar ao lutier, ele fará:
  
  • -       Troca de Alma; é uma boa;
  • -       Troca de Cavalete; boa também;
  • -       Troca das Cordas; obrigatório;
  • -       Ajuste da pestana; para não quebrar as cordas;
  • -       Ajuste das cravelhas; para segurar a afinação e ficar legal de afinar;
  • -     Ajuste das cordas; para ficar leve de se tocar. Neste idem peça para ele deixar na medida certa. Peça para ele caprichar neste item.
Geralmente é este o serviço que ele fará. Em média R$ 350,00 com os materiais inclusos. Pode custar mais caro, pois se trata de um serviço artesanal, ou pode custar mais barato.

Esses ajustes vão dar uma boa melhorada no som do instrumento. Mas não vai ser outro instrumento. Continuará sendo o mesmo. Claro. Mas com uma melhorada. É como passar um perfume, um gel, escovar os dentes e ir à festa... quase isso.

Mas esses ajustes ajudam mesmo. Pode ter certeza. O som fica diferente.

Acredito que é isso, escrevi até de mais. Caso tenha uma experiência, não deixe de compartilhar. Precisamos disso.

Saudações
Daniel 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

"Standarte | Sua Importância Oculta | Melhoria sem os Micros Afinadores"


Standarte, para quem não sabe, é aquela peça que segura às cordas na parte inferior no violoncelo (violinos, violas, contra baixos acústicos também).

Essa peça passa despercebida por muitos. Muitos acreditam que ela não influencia no som, e se influencia é pouca coisa.

Essa pouca coisa para quem tem um instrumento feito à mão, com madeiras e verniz correto, talvez não seja importante mesmo (acho que sim).

Mas para o meu caso e de muitos que não têm um bom instrumento pode ser de importância ler esta postagem, para melhorar, mesmo que pouco, o som do seu instrumento.

No meu primeiro violoncelo queria fazer de tudo para melhorar o som. Algo que fiz foi tirar todos os micro-afinadores. Sim, tirei todos.  Usava raramente.

Quando tirei os micro afinadores o violoncelo ficou mais macio. Sim o violoncelo ficou mais macio sim. Outra coisa que aconteceu foi que o som ficou mais leve. Menos metálico. Sim o ficou mais madeira.

Diante disso, comprei um estandarte novo, de ébano. Troquei e continuei sem os micro afinadores. O som o violoncelo, o Alan, melhorou sim. Ficou mais leve e com o som melhor.  Mais ainda não tinha certeza, se melhorava mesmo ou não, o som.

O meu atual violoncelo, veio com um estandarte de plástico, com micro afinadores embutidos. Um bom estandarte, segundo informações. Em vídeos na internet o vejo em diversos violoncelos profissionais. Apenas tenho dúvida se é de plástico ou de fibra de carbono (acredito que o de fibra seja melhor, o meu acredito que se seja de plástico).

Em busca de melhoria do som do meu instrumento (e eliminar o lobo, click aqui para saber mais) tirei esse estandarte e coloquei o de ébano sem os micros afinadores.

Nossa, gostei, minha primeira impressão foi que o som tinha ficado mais agudo. Minha esposa disse que o som tinha aberto e que o de ébano era melhor.

Estava tocando com o de ébano bem agradavelmente. Mas pensei em retornar ao anterior, devido o seu atual uso de grandes violoncelistas e por ter o micro afinador, e por acreditar se um estandarte melhor.
Tocando em casa, me deu a loca e troquei, ou seja, coloquei o estandarte de plástico com os micros afinadores, novamente. Senti essas diferenças: (mas fiquei na dúvida)

- o som ficou mais oco;
- o som ficou mais baixo;
- as cordas vibraram menos;
- as cordas ficaram mais pesadas;
- o pior de tudo, o vibrato ficou mais difícil de fazer, perdeu o inicio leve e o fim leve. Sim e violoncelo ficou com som pesado (tipo pneu vazio). Mas o som do violoncelo ficou o mesmo, mais com essas características.

Com o estandarte de plástico tive dificuldades para afinar o instrumento. Não encontrava a afinação de maneira alguma, sempre ficava meio tom abaixo, meio tom acima. Não encontrava a afinação correta. Parecia que a vibração prejudicava o som.

Pensei em retornar para o estandarte de ébano sem os micros afinadores e neste dia estava lá em casa um grande amigo-irmão que toca violino, tocar é pouco.

Tocamos uma peça juntos rapidamente com o violoncelo com o estandarte de plástico. Depois tirei o estandarte de plástico e coloquei o de ébano sem os micros afinadores. O violinista disse que tem um igual ao meu, só que para violino e ele não gosta desse modelo de estandarte.

Quanto afinou o instrumento, na hora percebi a diferença. Desta vez com mais certeza da melhoria do som. Ele também disse, sou muito mais esse de ébano. Minha dúvida foi embora, o de ébano é melhor.

Tive essa impressão, com o estandarte de ébano sem os micros afinadores:
- o som abriu mais;
- o som dura mais tempo com as cordas soltas, devido à vibração melhor;
- as cordas vibram mais;
- as cordas ficam mais leves;
- e o melhor de tudo, o vibrato ficou mais fácil de fazer e mais bonito. O controle do vibrato é melhor, pois a corda vibra muito. Sim, há mais vibração das cordas entre o cavalete e o estandarte. Isso faz toda diferença na hora de vibrar, para ter o controle do vibrato. Essa é minha percepção.
- melhorou sim.

Essa vibração que me refiro fica mais evidente se tocarmos sem o arco.

Conclusão:

Em suma, gostei mais do violoncelo com o estandarte ébano sem os micro afinadores e repito que, mesmo não sendo estandarte de ébano, é melhor sem os micro afinadores.

Na oportunidade, esclareço que afinar sem os micros afinadores não é ruim, pois as cordas ficam mais leves. A tensão diminui, logo a tensão das cravelhas também diminui, facilitando a afinação apenas por elas, pois se elas estiverem normalmente reguladas, a afinação é obtida normalmente, sem muito sofrimento.

Com o tempo acostumamos afinar sem os micros afinadores, caso usemos ele normalmente. No meu caso que raramente usava, não faz falta. Conheço músicos que não vivem sem os micros-afinadores. Eu voto contra eles. Prefiro, neste momento, ficar sem eles.

Também há possibilidade de usar apenas em uma corda, como no caso do violino. Apenas em duas. Eu uso em nenhuma e vivo sem grandes dificuldades.

E você, usa em todas as cordas ou em algumas ? Não usa ?

Deixe o seu comentário ou sua experiência, não deixe de compartilhar.

Saudações
Daniel