segunda-feira, 2 de setembro de 2013

“É possível aprender violoncelo sem professor”

Essa pergunta deve ser a chave de muitos que querem estudar violoncelo, mas não tem um professor, instrutor, condições de ingressar no conservatório ou pagar um professor particular. Às vezes por falta de tempo, dinheiro ou até mesmo não ter vontade de dedicar-se por horas para aprender a tocar o instrumento. 

Por esse e por outros motivos, existem os músicos autodidatas:

Autodidata é a pessoa que tem capacidade de aprender algo sem ter um professor ou mestre que lhe ensina ou ministra aulas. O próprio músico, com seu esforço particular buscar materiais, dicas, métodos e estuda sozinho, tendo o seu progresso rápido, lendo e médio, variando de pessoa para pessoa.

Eventualmente, em uma dessas pesquisas, poderá entrar em contato com algum mestre do instrumento que poderá jogar um balde de água fria, dizendo que não é possível estudar um instrumento tão complexo sem ajuda de um professor.

Poderá, ainda, dizer que ele simplesmente não poderá dispensar uma técnica de instrumento que há décadas vem sendo desenvolvida nos conservatórios e faculdades de música. Evidentemente, existem diversas técnicas, diversas escolas (métodos de ensino) que ajudam o aluno aprender um instrumento.

Mas existem alunos que não tem acesso a tais técnicas. O que fazer, então ? Estudar sozinho em casa!

Por diversos motivos, você pode não ter acesso à técnica de violoncelo, motivo pelo qual deverá estudar sozinho em casa. Com muita dificuldade e paciência, o progresso virá.

Por muita sorte dos dias atuais, a informação está de fácil acesso, facilitando, portanto, o estudo desse lindo instrumento sem a ajuda direta e próxima de um professor.

Assim, com a ajuda de alguns vídeos, dicas, métodos disponíveis, o músico poderá estudar sozinho em casa e progredir com a música, criando a sua própria técnica ou forma de tocar.

Apenas chamo atenção quanto a um quesito de ausência de técnica: Determinada técnica poder estar ligada diretamente quanto à saúde do músico. Portanto, se perceber que seu corpo doe muito e essa dor não é a dor de adaptação, algo pode estar errado.

Tocar com dor é complicado, pois poderá prejudicar a sua saúde. Nesse quesito, chamo a atenção, pois a ajuda de um professor poderá ajudar.

Conclusão:

É possível sim estudar sem um professor. É possível sim ser um autodidata. Claro, talvez você não se torne um solista de uma orquestra renomada mundialmente, mas poderá tocar sim.

Depois de um tempo de estudo, poderá pegar algumas dicas com professores, amigos, parceiros, objetivando a melhoria da tocabilidade do seu instrumento.

O errado é parar de estudar por não ter um professor por perto e acreditar que vai estudar errado e posteriormente terá dificuldades de tirar o “vício”. 

Se ficar esperando o professor cair do céu, vai ficar esperando. Logo, melhor aprender um pouco com dificuldade é “tecnicamente” errado, do que nunca aprender nada e ver a vida passar.

Depois, se for o caso, poderá buscar algumas aulas particulares para aprimoramento. Se gostar de mais do assunto, uma faculdade e conservatório. Caso contrário, continue sendo autodidata.


Espero ter ajudado. 
Daniel


Obs.: não sou contra o estudo técnico do instrumento, mas também não sou contra o estudo “leigo” (autodidata)

sexta-feira, 26 de julho de 2013

"Exercício de Arco | Som Filê"

Celistas


Vou repassar um exercício de técnica de arco. Trata-se de um exercício simples, porém, o resultado é muito bom. Esse exercício ajudará o controle de arco, sensibilidade da arcada, tocar perto do cavalete, entre outras melhorias na arcada de um modo geral!

Além de ser um exercício simples o qual não exige técnicas específicas, pode ser feito a noite, de madrugada… por se tratar de um exercício que não sai som.

Primeiro você deve colocar o arco em cima do cavalete. Em cima mesmo, aonde não sairá som e tocar durante 120 segundos (2 minutos), arrastando o arco levemente. Veja o pequeno vídeo demonstrando (apenas arcada para baixo):





Esse exercício deve ser feito, também, com arcadas para cima. 

Entre cada 120 segundos, uma pausa de 30 segundos com a mão para baixo, depois levante ela para o sangue circular. O importante é não forçar de forma que a dor seja insuportável e uma pequena pausa para relaxar os músculos, procurando eliminar a tensão.

No começo é complicado conseguir 120 segundos, principalmente quando passa do primeiro minuto. No final parece que estamos segurando um um sado de arroz, mas com o tempo o exercício se torna mais fácil. 

O segundo é com o arco suspenso, ou seja, quase dois dedos acima do cavalete. Veja o vídeo:





Quando ele estiver chegando na ponta você perceberá que antebraço deve girar, mais ou menos esse movimento aqui:



O indicador deve pressionar o arco para baixo, sendo que essa pressão deve ter o apoio do antebraço para obter mais força, quando fazer esse movimento no instrumento, evitar que os demais dedos se movam muito, apesar de estar movendo no vídeo, é mais para exemplificar o movimento do antebraço. 

Pressionando o indicador, automaticamente o antebraço faz o movimento.

Assim, em linhas gerais, a arcada quando está no talão não há necessidade de fazer esse movimento, quando vai chegando mais para o meio e ponta, esse movimento se faz necessário para que o som seja continuo e forte e alto como no talão.

Não que no talão ele não aconteça, mas não há tanta necessidade.

Façam esse exercício. Não é um dos mais legais, mas ajuda bastante. Sem falar na possibilidade de fazer a noite sem incomodar ninguém.


O ideal é fazer esse exercício todos os dias, ou toda vez que for tocar/estudar. Pelo menos um de cada. O controle de arcada (o som) mudará certamente após uma série desses exercícios. 

O legal é a ansiedade (pelo menos em mim) que temos que controlar, além da dificuldade quando o arco vai chegando na ponta. 


Outro ponto positivo é: quando fazemos o som filê, a vontade de tocar parece que aumenta, assim, quando tocamos para tirar um som… hum… coisa linda.

Seja seu próprio termômetro observando se está evoluindo ou não, bem como se há pontos que podem ser melhorado, e, se for o caso, adaptando o exercício as suas características pessoais. A forma que demonstrei no vídeo que tenho certeza que ajudará muito.

Fica ai dica, espero que ajude! Caso tenha sugestões,  críticas, comentário ou dúvidas, o blog está de portas abertas!


Daniel

quarta-feira, 24 de julho de 2013

"Extensão Completa das Notas do Violoncelo"

Celistas


O violoncelo é um instrumento praticamente completo (talvez não exista um completo). Sua extensão sonora e incrível, indo desde um grave passando pelo médio e chegando ao agudo. Isso é sensacional. Apensar de não ser um grave como um contrabaixo acústico: 

(outro instrumento incrível).


O violoncelo, não atingi os graves do contrabaixo que, salvo engano, é uma oitava abaixo do violoncelo, ou seja, oito notas antes do violoncelo, o que faz dele um instrumento GRAVE. 

Em relação ao violino,



                                que é um instrumento lindo, com som muito agudo, timbre brilhante, o violoncelo pode atingir algumas alturas parecidas com o seu timbre. Já vi uma melodia sendo executada por um violoncelo e o meu brother disse, "nossa bonito o violoncelo, agora com o violino mais bonito", ou seja, o violoncelo tocado na notas agudas confundiu-se com o violino.


Entretanto o violoncelo, 


                                        tem o seu timbre marcante, tanto nas regiões graves, médias e agudas, conforme dito acima, podendo até ser confundido com um violino (nem sempre)


O violoncelo é de timbre espetacular, mas estamos aqui para demonstra a sua extensão sonora, que é "imensa", que inicia-se na clave de Fá na 4ª linha, passa pela Clave de Dó, também na 4ª linha (tenor) e chega até a Clave de Sol.


Portanto, temos as seguintes claves no violoncelo:





A nota Dó na 4ª linha na Clave, corresponde a nota Dó na 1ª linha complementar superior na Clave de Fá, ou seja,  o primeiro Dó na corda Lá (2ª dedo na primeira posição).

Nessa clave e violoncelo faz uma voz do tenor, bem como facilita leitura, evitando linhas suplementares o que dificultaria a escrita e leitura.

Para facilitar essa relação, veja o quadro comparativo em relação as notas nas claves:



Para finalizar, vejam um quadro de referencia de todas as notas no violoncelo, muito bem elaborado (não por mim), que demostra toda a extensão do violoncelo (neste documento não é levado em consideração a clave de Dó).


Como trata-se de uma imagem em PDF, acessem por esse link:

(sugiro que baixem o arquivo para melhor visualização).


Bom, acredito que seja possível ter uma noção da extensão das notas do violoncelo. 


Daniel




sexta-feira, 5 de julho de 2013

"Pirastro Chromcor"






Finalmente criei coragem e adquiri um conjunto de cordas importadas. (as duas postagens de cordas são de amigos leitores). Bom, como estava dizendo, finalmente adquiri um conjunto de cordas importadas. Trata-se das cordas Pirastro Chromcor.









terça-feira, 21 de maio de 2013

"Evah Pirazzi" | "Thick"




Neste postagem é uma contribuição de um leitor, Tarciso, que adquiriu as cordas Evah Pirazzi,  e ficou satisfeito com a aquisição. Bom segue o "Reviews".











quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Harmonia das Notas | o Violoncelo

Qual é o instrumento mais bonito da face da terra ?

Qual é o instrumento mais feio da face da terra ?

Qual é o instrumento mais barulhento ?

... ?

Apenas posso dizer que o instrumento mais belo não é o feito pelo homem, é o  instrumento natural, que somos nós, criados por Deus, gerados em Jesus Cristo para servir a Deus em Espírito e em Verdade. 

Nossas notas são nossos atos. Nosso acorde são as nossas obras. Nossa harmonia é junção de atos e obras.

Somo instrumentos que devem estar afinados de acordo a melodia celestial. Para que possamos entoar em harmonia com o nosso Criador e com o nossos irmãos.

Para que nossa harmonia, tanto particular, como em conjunto, cheguem à harmonização da perfeição, o Louvo, a Caridade, a Esperança, o Amor.

Adiciona-se a voz humana, feita para glorificar o nosso Criador, que pode muito edificar vidas, e também ao contrário.

Aquele que usa a voz com sabedoria, mui bem aventurado és.

Além disso, para mim, a pesar de quase não encontrar defeitos em outros, há o Violoncelo.

Esse para mim é uma extensão do meu corpo. Como se fosse unido a minha voz, a minha carne, como se estivesse ligado a minha mente, ao meu coração, a minha alma, e, juntos elevamos ao Criador um Louvor, sincero, no oculto, muitas vezes incompreendido, ou não ouvido.

Nas notas aveludadas, na suposta tristeza ao vibrá-las, ao fechar dos olhos, há um sentimento. Sentimento este que o Servo Inútil espera que chegue até  o Reino de Glória de seu Senhor. 

Sentimento esse é que o objetivo daquele que escreve estas palavras. Sentimento este que não saiu com palavras, mas com lágrimas de um sonhador.

Seja qual for seu sentimento musical, não deixe que ninguém possa leva-lo de ti. A música é algo que não podemos por em uma caixa e vende-lá. Apesar de ser vendida em caixas por ai, quando são gravadas e reproduzidas ao som seco e sem sentimento de uma caixa acústica.

Ela é nossa, não podemos renunciar, é um direito personalíssimo. Nem mesmo a lei da Terra pode tirar esse direito que qualquer homem na terra.

Desistir ? pra quê! Se posso continuar e carregar essas premissas verdadeiras e puras de meu coração até o findar da minha vida terrena.

Não digo que não será fácil, entretanto, será incrível conseguir tocar um instrumento que não têm marcação alguma, que é de 04 cordas, tocadas com auxílio de um arco, com diversas possibilidades de sons, de timbres.

Instrumento esse que está escondido no meio de tantos outros instrumentos,  a pesar de ser volumoso, e confundido com o Contra Baixo, Rabecão, "Baixolão", violino, mas esse, o Violoncelo, é de harmonia sem igual.

Sua voz é similar a voz humana, de acordo a ciência, é o instrumento que mais se assemelha a tessitura da voz humana.

Podendo ser grave, médio e agudo. Isso é incrível.

Seu som é tão rico, que quando ouve-se, a mente para, o corpo para, porque a alma precisa de ouvi-lo, ainda mais se esse som estiver sendo entoado ao Todo Poderoso, em conjunto com outros do mesmo sentimento. Seu som não é triste, é expressivo.Tristeza é um sentimento que trás a dor. 

Seja você um músico, seja qual for o seu instrumento. Seja feliz. 

Mas lhe digo, Violoncelo, ainda é para poucos. Seja você participante desse número e vamos compartilhar o som desse lindo instrumento à humanidade. 

Para que não sejamos poucos, e sim muitos, muitos. Mas enquanto isso, somos poucos.

Não caberiam mais palavras.

...

Sinceramente.
Daniel 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

"Como Segurar o Arco | Noções Básicas"

Prezados.

Faz um tempo que não posto algo. Sabem como é: a vida é um pouco corrida. Mas Vamos começar o ano com uma postagem, ao meu ver, muito boa para iniciantes de violoncelo, ou até mesmo para aqueles que tem dúvida de como segurar o arco de forma correta.

Importante dizer que pela arcada é possível tirar uma gama de sons das mais variadas em nosso instrumento, como por exemplo, Reggae, Rock, Jazz, além de um ótimo som em qualquer estilo o musica a ser tocada. A arcada é muito importante.

Vamos lá, primeiramente, não existe posição certa, nem errada. Existe a posição que lhe trará dores, tendinite e todas as suas doenças relacionadas, portanto, essa posição não será boa para sua saúde. Não existe técnica, ou escola de arco, melhor que a outra. Cada uma terá a sua parte benéfica em relação a outra. O mais impontante, primeiramente, é não ter dores e prejudicar a saúde, depois, não menos importante, o som: a música.

É sabido que existem diversas escolas de como segurar o arco, como passar o arco nas cordas. Para falar a verdade, não conheço muito do assunto, ou teoricamente, mas pelo que andei lendo, aprendendo e analisando  vou registar aqui para compartilhar.

Essa posição que vou compartilhar é a que eu mais gostei de tocar, devido a leveza que ela trás ao tocar. 

Vamos lá:

Segure o arco na ponta com a mão esquerda e deixe a mão direita cair suavemente na região do talão, será mais ou menos nessa leveza e posição que os dedos devem ficar:

Depois de feito o procedimento anterior, para sentir a leveza que a mão direita deve ter ao segurar o arco, bem como para ver os dedos sendo colocados no talão de forma natural, vamos a alguns procedimentos básico. 

1º Passo: Começamos pelo dedão. Ele que vai ser o "cara".  Vejamos aonde o dedão fica:




2º Passo: Os dedos 2 e 3 devem ficar, mais ou menos nessa posição do talão (veja nas fotos acima também). O 1 dedo fica em cima da parte de borracha do arco que serve para não escorrega 1 dedo. O 4 dedo deve ficar relaxado. Evitar que ele, o 4 dedo, fique atrás do arco. Vejamos:



Agora é acostumar a segurar o arco. No começo é muito complicado mesmo.  Tendemos a sentir dores,   tensão, arco pesado. Com o tempo elas devem ser eliminadas. Com o tempo sem dores e sem tensão e sentindo leveza ao segurar o arco, ao tocar. 

Como diz o chavão de drogas lícitas populares, o remédio, se persistirem os sintomas o médico deverá ser procurado, no nosso caso, um professor. 

Todo caso, fico à disposição. Faça sua perguntar por meio de comentários (lembrando que quando eu respondo o blog não lhe avisará por meio de um e-mail que respondi a sua pergunta, ou seja, você deverá voltar por aqui) ou me mande um e-mail: limeira.daniel@gmail.com no que puder, ajudarei.

Quando estiver no serviço, na escola, ou em outro lugar, segure um lápis ou caneta, isso ajudará um pouco a relaxar os dedos, lembrando sempre dessa posição e movimentando os dedos, exceto o dedão.

Segue um pequeno video mostrando o procedimento de como segurar o arco:


Deixe seu comentário; Sua dica; Sua dúvida.
Saudações Celisticas.
Daniel

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

"Cavalete Empenado | Desempenando"

Nesta postagem quero mostrar um exemplo de um cavalete empenado. Um leitor entrou em contato comigo dizendo que o seu cavalete estava, aparentemente, com defeito, pois o som poderia estar sendo prejudicado, principalmente por ele estar naquela situação. Vejam:


De fato o cavalete dele estava torto. O meu já esteve um pouco torto, mas, por sorte, levei ao luthier apenas para ele ver como que o som estava (na verdade  não tinha ido para ver nada do meu cello, mas aproveite). Quando ele olhou para o cavalete disse: "mais uns dias você teria que vim aqui comprar um novo"...

Com o cavalete tordo, além de o som não estar sendo devidamente sendo transferido ao tampo, conforme explicações básicas desta postagem, corre o risco do cavalete quebrar e ocorrer algum dano ao tampo do instrumento.

Alguns dias depois, ele me enviou essas fotos:



Mas para a alegria do músico, não ocorreu nenhum dano ao instrumento. Muito bom!! Apenas teve que tirar umas $$ do bolso.

Desempenando o Cavalete:

Para desempenar o cavalete, conforme o procedimento que o luthier fez no meu  foi esse:

- Encostou um pano úmido às costas do cavalete e deixou por alguns segundos/minutos;

- Repetiu esse procedimento;

- Depois com ajuda de um pedaço de madeira reta posta às costas do cavalete e com ajuda de alguns prendedores, fez com que o cavalete ficasse encostado na madeira reta, forçando ele ficar reto.

- Fui para casa e retirei algumas horas depois, os prendedores e a madeira;

- Tudo isso com o Cello afinado.

O cavalete voltou ao normal; legal, algumas $$ economizadas!!!

Cuidados Básicos:

Bom lembrar que sempre que as cordas forem completamente desafinadas, é interessante passar grafite, aquele de lápis, lapiseira. Isso fará com que o atrito entre corda e cavalete seja menor. Pode fazer sem medo. Esse procedimento é muito utilizado. 

Importante observar, diariamente, se o cavalete sempre está reto e procurar deixar ele sempre posicionado, puxando ele para frente o para trás, conforme o caso.

Procurar verificar se os pés estão junto ao tampo; se algum lado estiver solto do tampo, a pressão das cordas poderá empenar o cavalete. Neste caso, tentar deixar os pés juntos ao tampo.
Quando for afinar o Cello, nos casos em que todas as cordas forem soltas, deixar o cavalete 1 cm tombado para trás, assim, quando a afinação for completamente alcançada, ele estará completamente reto no tampo. Se ainda não ficou, ou a parte de trás que ficou alta. Desafine e repita. Com jeito e experiência ele ficará reto.
Bom, basicamente é isso. Se houver dúvidas, não exite em perguntar; Se houver experiência, não deixe de compartilhar.

Forte Abraço!
Daniel

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

"Cavalete | Importância | Modelos e Características"

Cavalete ?

O cavalete é uma peça de madeira feito de acero, maple, entre outras madeiras. O cavalete é um pouco frágil e por isso há necessidade de um cuidado especial para que não venha a perder sua funcionalidade de maneira prematura.

Trata-se de uma peça muito importante nos instrumentos de arco, ou seja, de corda friccionada (Cello, Violino, Viola e Baixo). Essa peça não pode ser simplesmente ignorada por nós como uma peça que serve para fazer a divisão das cordas, bem como mantê-las esticadas de forma que não fiquem coladas no espelho.

Importância:

O cavalete é a peça principal que irá transferir o som das cordas ao corpo do instrumento. O cavalete será o  principal condutor do som para que haja a devida transferência das cordas ao tampo do instrumento, e consequentemente, ao fundo do instrumento.

Vejam, conforme a qualidade do cavalete, melhor a transferência das vibrações, ondas sonoras, sons, ao instrumento como o todo. Portanto, quanto melhor o cavalete, melhor será a qualidade do som, logo a escolha de um bom cavalete (madeira dura e antiga) melhor será a resposta do instrumento como um todo.

Cuidados Básicos:

Conforme a afinação que é feita no instrumento através das cordas que passam sobre a superfície do cavalete, este costuma a empenar para frente ou levemente para trás dependendo do ângulo que é ajustado, fazendo com que seus pés perca o contato com o tampo do instrumento. Para isso não acontecer é fundamental que o músico fique atento ao afinar seu instrumento, verificando a posição (reta da parte de trás) do cavalete e a simetria de seus pés junto ao tampo. Pode ser verificado com uma régua ou a olho nu para os mais experientes. Caso o cavalete esteja desconfigurado de sua posição original basta puxa-lo para trás (e/ou frente) com cuidado, lembrando que as cordas devem estar levemente afrouxadas para que possa diminuir a pressão do cavalete no tampo do instrumento. 
Para ajudar as cordas a diminuírem o atrito, pode passar grafite, lápis, lapiseira, no local aonde as cordas ficam. Isso ajuda a lubrificar. Esse procedimento pode ser feito na pestana também.
Outro detalhe interessante do cavalete é sua espessura. O cavalete não pode ser tão “grosso”, e muito menos ser colocado no instrumento com as configurações de fábrica (jamais). Por isso, sempre que precisar de um ajuste leve a um luthier para ajusta-lo por completo (pés, encurvatura, espessura).

Modelos e Características:

Quanto ao modelo dos cavaletes e sua relação com o timbre do instrumento é uma questão de estilo de cada musicista. 

Modelo Francês:



Muito utilizado pelo celistas possui uma características mais harmoniosa com timbres menos brilhante.

Já o modelo Belga:




Possui em sua característica a produção de timbres mais brilhantes, melhor resposta e com grande explosão sonora. Muito utilizado entre celistas solos pela rápida resposta que este tipo de cavalete produz com as arcadas.

Entre os menos utilizado, temos o cavalete barroco:



Em seu próprio nome já nos dá pistas sobre sua utilização. É utilizado em Cellos barrocos, característica marcante está em seu formato e timbre mais dolce. Mas há aqueles que o utiliza em instrumentos modernos em busca de um som mais aveludado. Claro que todos os modelos supracitados devem levar em conta as cordas a serem utilizadas e principalmente o timbre que mais agrada o musicista para que o conjunto se corresponda.

Prezados, aqui foi uma postagem em conjunto, Daniel e Rui. Esperamos contribuir. Todo caso, aguardamos os comentários sobre os modelos citados para poder florescer mais a postagem, bem como de conhecimento de outros modelos não citados nesta postagem.

Forte abraço!

Daniel e Rui

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

"Cordas Spirocore"



Para aqueles que estão querendo investir em um ótimo jogo de cordas, neste post falaremos um pouco sobre a marca Thomastik Spirocore. Está corda é uma ótima opção custo/benefício. Mas, há aqueles que possam dizer “uall pagar R$ 600 \ R$ 800 \ R$ 850 em um jogo de cordas (Claro, depende da loja de sua preferência)... preço de um instrumento chinês”. A resposta é sim. É um investimento que sem duvida lhe trará avanços, tanto na questão de estudos como destaque na orquestra.